Sonho & Som.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Ah, se tu soubesses Dindi.
Fala pra ele
Que ele é um sonho bom
Que mudou o tom
Da tua vida
Comprida
Fala pra ele
Do disco do tom jobim
Do seu apelido e de mim
E chora
Ah, dindi
Se tu soubesses como machuca
Não amaria mais ninguém
Fala pra ele
Que a vida é um balão
Pra cuidar do seu coração
E chora
-pra onde elas vão?
-embora...
Ah, dindi
Se tu soubesses como machuca
Não amaria mais ninguém
Ah, dindi
Se tu soubesses
Ah, se tu soubesses
Não contaria pra ninguém
Fala pra ele o que nunca falou pra ninguém
Pra ele também.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Tudo tao doce, que me parece que a tristeza nunca esteve por essas bandas.
Tudo tao leve, que o pesar das horas nao consome o que ha de belo.
Tudo tao delicado, que o peso dos ombros vai embora com a primeira brisa.
Tudo tao sutil, que o sorriso de canto diz tanto e muito, sem precisar desabroxar completamente.
Tudo tao sonoro, que minhas besteiras de menina se calam só para ouvir voce passar.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Mesinha de Centro.
Voce esta aqui, na mesinha de centro, ela está um pouco desgastada e cansada do peso dos livros de histórias antigas.
Voce sorrindo com teus olhos tao honestos.
Da mesinha de centro, voce corre para fora feito menino e se debruça junto da noite na minha varanda já quente pelo sol do verao.
E da mesinha de centro, anda devagarzinho até minha prateleira de vinis, fica parado olhando atento e resolve que deve rodar até ficar tonto junto dos meus discos, até as palavras dos poetas estarem cheias de algo alcoolico, depois me sorri e brinca com os meus cabelos e meu jeito de falar.
De longe, voce me deixa envergonhada.
Da mesinha de centro, voce corre até o rádio e pede para o locutor dar play naquela cançao antiga, só pra me fazer sorrir enquanto o sol se poe, enquanto eu me escondo.
Voce de pouquinho em pouquinho abre as gavetas da mesinha de centro e le coisas que deixei no passado, e lembra que tem passado também, entao vai até o outro lado da rua me diz: "a lua pode mudar o rumo dos encontros e desencontros da vida."
E voce da meia volta até a mesinha de centro e ri de tudo o que aconteceu, e de mim, e das estrelas, e da vida, e das pessoas e me explica que pra tudo tem soluçao e que dormir é bom.
Quem sabe, minha mesinha de centro, de tao antiga e cansada, va se embora junto da mudança e meu coraçao te faça partir junto dela.
Talvez com lixa, seu verniz e um pouco de cuidado ela continuará por aqui, dessa vez apenas com algumas flores descansando num vaso bonito, aguardando com as gavetas abertas.
Para que papéis em branco ganhem tinta e repousem na sua história de madeira revivida.
E, sao nessas horas que o coraçao se enrrola
Sao nessas horas que o cérebro se descontrola
Sao nessas horas que o futuro e o passado se encontram na esquina
Sao nessas horas que o fio da meada se desenrola
Sao nessas horas que olhamos para as nossas vidas
Sao nessas horas que decidimos seguir em frente ou fazer meia volta
Sao nessas horas que os momentos foram, ou serao?
Sao nessas horas que nao busco mais estar no sentido ou na contra mao
Sao nessas horas que o café nao mais acorda
Sao nessas horas que o doce e o amargo se transformam em um só
Sao nessas horas que escrevemos nossa historia
Sao nessas horas que o relógio bate no tic tac do meu coraçao.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
MÁQUINA DE ESCREVER (Meu coração é)
Meu coração é uma máquina de escrever
As paixões passam
As canções ficam
Os poemas respiram nas prisões
Pra ler um verso, ouvir, escutar
Meu coração falar
Até se calar a pulsação
Meu coração é uma máquina de escrever
No papel da solidão
Meu coração é
Da era de Guttemberg
Meu coração se ergue
Meu coração é
Uma impressão
Meu coração
Já era
Quando ainda não era
A palavra emoção
Mas há palavras no meu coração
Letras e sons
Brinquedos e diversões
Que passem as paixões
Que fiquem as canções
Nos poemas, nos batimentos
Das teclas da máquina de escrever
Meu coração é uma máquina de escrever
Ilusões
Meu coração é uma máquina de escrever
É só você bater
Pra entrar na minha história
PLAP.
http://www.youtube.com/watch?v=soe0BYBuIF8&feature=related
Luz da Nobreza.
Do coraçao transborda, tudo o que a alma nao compete comportar.
Os lábios, a brindar
Nos olhos, um par
As maos, de menino
Os cabelos, para enrolar
Os passos, seguem viagem
Nos braços, abraços.
Os poros, a pedir passagem
Para um canto, ofertar.
Imensidao, vem para mim, menina agradecida, cheia de cançao.
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